terça-feira, 27 de janeiro de 2009

domingo, 18 de janeiro de 2009

Consagração ao Coração Imaculado de Maria e ao Sagrado Coração de Jesus.

Atacada em várias frentes, a família cristã é hoje vítima de muitos factores que, frequentemente, a desagregam e arruinam. Muita gente se preocupa com esta nova “doença” que, necessariamente, afecta a vida de todos nós.


Há algum remédio para esta “doença"?

Claro que sim. Um deles, por ventura o mais simples e eficiente, é a Consagração ao Imaculado Coração de Maria que, instintivamente, nos leva a imitar o comportamento e as virtudes da SS. Virgem e, portanto, a fomentar aquele ambiente de compreensão, abnegação, dedicação, paz e felicidade humana que reinavam na Família de Nazaré.
Enganam-se os que consideram a Consagração como um acto pietista, antiquado ou de magia. Ele é o que há de mais actual. É uma doação, uma entrega à SS. Virgem e, como tal, um compromisso em ordem a orientar a família e equacionar os seus problemas de acordo com a vontade da Mãe de Deus, que passa a ser a verdadeira Senhora da casa, a verdadeira Chefe de família. Por isso se compreende como os grandes milagres do nosso tempo, são milagres da Consagração, testemunhos concretos do extraordinário poder de intercessão e mediação que Deus confiou à Mãe de Seu Filho.
Dada a importância e a dignidade deste acto - é a expressão mais alta da devoção marial - ninguém o deve fazer precipitadamente, ou de ânimo leve. Indicam-se, por isso, algumas directrizes que vale a pena ter em conta tanto antes como durante a Consagração de uma família ao Coração Imaculado de Maria.
CONSAGRAÇÃO:

* Entronizar a imagem da SS. Virgem no lugar mais nobre da casa e, se possível, acender, à frente, uma vela ou lâmpada votiva.

* Reunir toda a família, em frente da imagem de Nossa Senhora.

* Iniciar a cerimónia com a recitação do Terço ou, pelo menos, de alguns mistérios do Rosário, introduzidos, se possível, com breves alusões ao acto que vai realizar-se (será muito oportuno, por exemplo, relacionar os mistérios com as prerrogativas marianas que justificam, teologicamente, a consagração, nomeadamente a Co-redenção, a Realeza e, sobretudo, a Maternidade divina e espiritual de Maria).

* Após o último mistério e a recitação da “Salve Rainha”, rezar, se possível de joelhos, a fórmula da consagração.

* Terminar a cerimónia (espécie da liturgia da “Igreja Doméstica” como o Vaticano II chama à família) com uma ladainha ou cântico em honra da Mãe de Deus.

* De acordo com as directrizes do grande “profeta” da consagração , que foi S. Luís de Grignon de Monfort, será aconselhável assinalar este acto não apenas com a entronização da imagem de Nossa Senhora, mas também com a distribuição, por todos os membros da família, de algum presente significativo, como emblemas, estampas, postais ou qualquer outro objecto que possa perpetuar a memória deste acto.

* Embora tenha caracter definitivo e, como tal, seja válido para sempre, a menos que se retrate ou anule, a consagração de uma família deve renovar-se anualmente, no dia aniversário, ou, pelo menos, de 5 em 5 anos, para que todos os membros do agregado familiar dela permaneçam conscientes. As graças que a SS. Virgem distribui pelos seus consagrados são tanto mais ricas, quanto maior for a abertura da alma que Ela encontrar nos indivíduos e nos lares que se Lhe entregam.


FÓRMULA:

Santíssima Virgem, iluminados pela Palavra de Deus e pelos ensinamentos da Igreja que Jesus Cristo fundou, nós Vos reconhecemos como Rainha do Céu e da Terra e Mãe Espiritual perfeitíssima de toda a Humanidade redimida pelo Vosso Filho.
Por isso e em resposta à mensagem que trouxeste a Fátima, conscientes de que Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Vosso Coração Imaculado, da qual este acto é uma simples e pobre expressão, quero eu...........(dizer o nome), no dia de hoje, em nome desta família, tanto quanto posso, consagrar, entregar e confiar inteiramente e para sempre, ao Vosso Coração Imaculado, este lar e quantos nele vivem com todos os nossos haveres e atitudes, sucessos e fracassos, certezas e dúvidas, problemas e preocupações, alegrias e tristezas, virtudes e pecados.
Queremos considerar-Vos, aceitar-Vos e venerar-Vos neste lar, como nossa Senhora e Rainha, respeitando nele a Vossa presença tutelar e acatando, com humildade, submissão, gratidão e respeito, tudo o que, em nossa consciência, entendermos ser objecto da Vossa vontade.
Aceita-nos, Mãe querida, como coisa e propriedade Vossa. Reinai sobre nós, defendei-nos, com a Vossa poderosíssima protecção, dos perigos que nos ameaçam no corpo e na alma, enquanto peregrinamos neste mundo e conduzi-nos pelos caminhos da rectidão, da bondade, da justiça e da paz, para vivermos o mais perfeitamente possível de acordo com o Evangelho de Jesus Cristo, Vosso Filho a Quem seja dado todo o louvor, toda a honra e toda a glória.

R – Assim seja.
V – Imaculado Coração de Maria,
R – Sede a nossa salvação! (3 vezes)
AMEN.





Promessas do Sagrado Coração de Jesus aos seus devotos:


Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado.

Porei paz em suas famílias.

Consolá-los-ei em todas as suas aflições.

Serei o seu refúgio seguro na vida e sobretudo na morte.

Derramarei abundantes bênçãos sobre todas as suas empresas.

Os pecadores acharão sempre no Meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.

As almas tíbias mudá-las-ei em fervorosas.

As fervorosas elevá-las-ei em pouco tempo a um alto grau de perfeição.

Abençoarei as habitações em que estiver exposta e honrada a imagem do Meu Sagrado Coração.

Darei aos sacerdotes o dom de abrandarem os corações mais endurecidos.

As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no Meu Coração donde jamais serão riscados.

O amor todo poderoso do Meu Coração concederá a todos aqueles que comungarem em nove primeiras sextas-feiras de meses seguidos, a graça da penitência final.


FÓRMULA:

Coração Sagrado de Jesus, que manifestastes a Santa Margarida Maria o desejo de reinar nas famílias cristãs e de que a Vossa imagem fosse exposta nos seus lares, aqui vimos prestar-Vos hoje esta dupla homenagem, consagrando-nos a Vós e proclamando sobre esta família a Vossa realeza sagrada. Renovamos as nossas promessas do baptismo, renunciando a satanás, às suas pompas e às suas obras, e prometemos viver como cristãos, na submissão perfeita à Vossa lei e à lei da Vossa Igreja. Queremos também desagravar-Vos de tantas ofensas e ingratidões, a começar pelas nossas, com que o Vosso amor infinito é tão mal correspondido, sobretudo no Sacramento do altar.
Confiamos que em nós se realizarão as promessas que fizestes às famílias a Vós consagradas, concedendo-nos a paz, o alívio nos trabalhos, a consolação nas aflições e o refúgio no Vosso Coração, durante a vida e na hora da morte. AMEN.

No final da cerimónia:

Corações Santíssimos de Jesus e de Maria, a Vós nos entregamos, doamos e consagramos totalmente e para sempre. Fazei com a Vossa protecção que reine sem cessar entre nós, a paz, a alegria, a submissão e sobretudo uma verdadeira piedade; fazei que cada um de nós não perca jamais a graça divina; ajudai-nos nas necessidades, consolai-nos nas amarguras, e escrevei os nossos nomes nos Vossos Corações Santíssimos.
Chamamos também em nosso auxílio o glorioso Patriarca S. José, sob cujo patrocínio igualmente nos colocamos.
Por fim, Corações amabilíssimos de Jesus e de Maria, lançai-nos a Vossa bênção, para que depois desta peregrinação na Terra nos encontremos no Céu, gozando da Vossa companhia. AMEN.


V - Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

R - Para sempre seja louvado com Sua Mãe Maria santíssima.



A beleza está na simplicidade das coisas!




segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sê Pai, Sê Mãe!


Quando o teu filho...

* te procurar com o olhar: olha-o...
* te estender os braços: abraça-o...
* te buscar com a boca: beija-o...
* te quiser falar: escuta-o...
* se sentir desamparado: ampara-o...
* se sentir só: acompanha-o...
* te pedir que o deixes em paz: deixa-o...
* te pedir que regresses: recebe-o...
* se sentir triste: consola-o...
* estiver a esforçar-se: anima-o...
* estiver a fraquejar: proteje-o...
* perder toda a esperança: alenta-o...


sábado, 10 de janeiro de 2009

Deus abençoe os "Pais Maus"!

Um dia, quando os meus filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva um pai, hei-de dizer-lhes:
- amei-vos o suficiente para ter perguntado: onde vão, com quem vão, e a que horas regressam a casa?
- amei-vos o suficiente para ter insistido em que juntassem o vosso dinheiro e comprassem uma bicicleta, mesmo que eu tivesse possibilidade de a comprar.
- amei-vos o suficiente para ter ficado em silêncio, para vos deixar descobrir que o vosso novo amigo não era boa companhia.
- amei-vos o suficiente para vos obrigar a pagar a pastilha que “tiraram” da mercearia e dizerem ao dono: "Eu roubei isto ontem e queria pagar".
- amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vós, durante 2 horas, enquanto limpavam o vosso quarto (tarefa que eu teria realizado em 15 minutos).
- amei-vos o suficiente para vos deixar ver fúria, desapontamento e lágrimas nos meus olhos.
- amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalizações eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais do que tudo, amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO quando sabia que me iríeis odiar por isso.
Estou contente, venci. Porque, no final, vocês venceram também. E, qualquer dia, quando os vossos filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva os pais, vocês hão-de dizer-lhes, quando eles vos perguntarem se os vossos pais eram maus... que sim, que éramos maus, que éramos os pais piores do mundo:
- «Os outros miúdos comiam doces ao pequeno-almoço; nós tínhamos de comer cereais, ovos, tostas.
- Os outros miúdos bebiam Pepsi ao almoço e comiam batatas fritas; nós tínhamos de comer sopa, o prato e fruta. E - não vão acreditar - os nossos pais obrigavam-nos a jantar à mesa, ao contrário dos outros pais.
- Os nossos pais insistiam em saber onde nós estávamos a todas as horas. Era quase uma prisão.
- Eles tinham de saber quem eram os nossos amigos, e o que fazíamos com eles.
- Eles insistiam em que lhes disséssemos que íamos sair, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.
- Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles violaram as leis de trabalho infantil: tínhamos de lavar a loiça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, aspirar o chão, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis. Acho que eles nem dormiam a pensar em coisas para nos mandarem fazer.
- Eles insistiam sempre connosco para lhes dizermos a verdade, apenas a verdade e toda a verdade.
- Na altura em que éramos adolescentes, eles conseguiam ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata.
- Os pais não deixavam os nossos amigos buzinarem para nós descermos. Tinham de subir, bater à porta, para eles os conhecerem.
- Enquanto toda a gente podia sair à noite com 12, 13 anos, nós tivemos de esperar pelos 16.
- Por causa dos nossos pais, perdemos imensas experiências da adolescência. Nenhum de nós, alguma vez, esteve envolvido em roubos, actos de vandalismo, violação de propriedade, nem foi preso por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.

Agora que já saímos de casa, somos adultos, honestos e educados; estamos a fazer o nosso melhor para sermos "maus pais", tal como os nossos pais foram».


Acho que este é um dos males do mundo de hoje:

Não há suficientes “pais maus”

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009